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O que é a agricultura biológica?


A agricultura biológica é um modo de produção de animais e de vegetais que não emprega produtos químicos de síntese nem organismos geneticamente modificados e que visa minimizar a produção de impactos ambientais negativos na natureza.
São reconhecidas à agricultura biológica as seguintes vantagens:


• Reduz a quantidade de produtos químicos tóxicos na nossa alimentação tendo por isso um efeito positivo na nossa saúde;
• Emprega métodos que reduzem o nível de azoto utilizado o que permite melhorar a qualidade dos aquíferos;
• Potencia a protecção do meio rural;
• Melhora a qualidade do solo;
• Cria habitats ecologicamente equilibrados;
• Reduz o nível de impactos ambientais potenciando o desenvolvimento sustentável das explorações agrícolas.


Existem vários sistemas de certificação de produtos como de agricultura biológica. Na União Europeia foi criado, através do Regulamento CEE 2092/91, de 24 de Junho um sistema específico.
Nos termos do regulamento citado, a certificação de produtos vegetais e animais implica um processo de conversão com a duração de um a três anos, o qual deve ser orientado e controlado por uma entidade certificadora privada acreditada. Neste âmbito, a herdade do Freixo do Meio recorre à SATIVA como entidade certificadora.
Findo este período de conversão - caso a produção tenha respeitado um conjunto de regras e princípios sumariados no ponto seguinte - os produtos podem ser referenciados com um símbolo de conformidade e circular livremente no interior da União.
Todos os operadores que comercializarem produtos obtidos de animais criados segundo o modo de produção biológico são submetidos a um regime de controlo regular e harmonizado.


Princípios fundamentais do modo de produção biológico observados na herdade do Freixo do Meio

O modo de produção biológico baseia-se numa estreita relação entre a produção e a terra, e na prática de rotações plurianuais apropriadas e à alimentação dos animais com produtos vegetais obtidos pelo modo de produção biológica e produzidos na própria exploração.
Para evitar a poluição das águas pelos compostos azotados, as explorações pecuárias dispõem de uma adequada capacidade de armazenagem e de planos de espalhamento dos efluentes pecuários sólidos e líquidos.
É também promovida uma grande diversidade biológica, tendo a escolha das raças em conta a capacidade de adaptação às condições locais.

Os organismos geneticamente modificados (OGM) e os produtos dele derivados não são utilizados.