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![]() Sistemas de Gestão Ambiental e de Sustentabilidade na Agricultura Extensiva Liderado pelo Instituto Superior Técnico (IST), o projecto Extensity tem como objectivo a promoção da sustentabilidade da agricultura portuguesa. Apresentado em 2006, o plano Extensity visa optimizar o desempenho económico, social e ambiental das explorações agrícolas. Em paralelo, os agricultores são apoiados tecnicamente na adopção de práticas sustentáveis. O projecto pretende contribuir para a resolução de problemas como o abandono agrícola e o despovoamento das zonas rurais, a degradação e erosão do solo, o excesso do consumo de água e a contaminação de águas superficiais com nitratos. A destruição da paisagem tradicional e a correspondente perda de valor estético e de biodiversidade são também alvos deste projecto. Financiado em 50% pelo programa LIFE da Comissão Europeia, o Extensity representa 1,5 milhões de euros, envolve 12 parceiros (entre organismos do Ministério da Agricultura, ONGs como a DECO e LPN, organizações de agricultores, laboratórios de investigação e empresas) e incide já sobre 50 explorações agrícolas, num total de cerca de 60 mil hectares (0,6% do território nacional).
O projecto Extensity tem dado um forte contributo para a resolução do défice de Portugal no âmbito do Protocolo de Quioto, através da fixação de carbono em culturas agrícolas (pelo sistema de sementeira directa) e em pastagens (pelo sistema de pastagens permanentes biodiversas ricas em leguminosas). Através desta fixação de carbono, os agricultores poderão vir a ser remunerados pelo Estado português (através do Fundo de Carbono) ou por empresas privadas (como já acontece através do contrato com a EDP).
Numa entrevista, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa afirmou que "a partir do momento em que Portugal optou por (incluir nas contas nacionais das emissões) três sumidouros opcionais – gestão agrícola, de pastagens e florestal – essa gestão é um candidato óbvio. Temos a sorte de ter o projecto Extensity que tem um potencial de replicação".
O esforço dos agricultores participantes é valorizado através de uma melhor remuneração dos seus produtos (pela comunicação com os consumidores, assegurada pela DECOECO) e da remuneração dos seus serviços ambientais e sociais (pelo Estado e pelo sector privado).
Associado ao projecto existe um site restrito, acessível a todos os parceiros, aos agricultores e à entidades certificadoras, onde numa base de dados centralizada toda a informação sobre as explorações está permanentemente acessível online. Inclui-se aqui informação como a fotografia aérea, a ocupação cultural, restrições ambientais ou características dos solos. Entre outros aspectos, esta informação permite gerar automaticamente relatórios temáticos, tais como o plano de gestão de pastagens dos sistemas forrageiros extensivos ou o caderno de campo das Boas Práticas Agrícolas.
O ExtEnSity promove a redacção de Relatórios de Sustentabilidade de acordo com as directrizes da GRI – Global Reporting Iniciative, cujos indicadores económicos, sociais e ambientais permitem comparar o desempenho de diferentes empresas.
O primeiro Relatório de Sustentabilidade produzido no ExtEnSity, que é também o primeiro em Portugal de uma empresa agrícola e de uma Pequena e Média Empresa (PME), é da Sousa Cunhal SGPS.
Saiba mais sobre o projecto ExtEnSity em extensity.ist.utl.pt
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